Suzuki Jimny em seu habitat natural: offroad

Impressões ao dirigir: Suzuki Jimny

 

Rally Suzuki

 

Fomos convidados pela Suzuki do Brasil, para participar da primeira etapa do rali de regularidade da marca, categoria turismo light, em Guararema – SP neste final de semana (07/03/15).

O evento, muito bem organizado, teve a presença de 300 veículos Suzuki, entre eles Jimnys, Vitaras, e até Samurais antigos, mostrando a resistência e a qualidade dos produtos da marca.

Para a competição, me foi entregue um Jimny 4Sun amarelo solar, para combinar com o amplo teto solar do modelo, com placas de Itumbiara – GO, local da fábrica da Suzuki, e onde o Jimny é produzido

O Jimny agrada na primeira impressão.  Apesar de seu acabamento espartano e de pequeno, ele acomoda bem 4 pessoas desde que não se leve muita bagagem

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Possui ar condicionado, direção hidráulica, air bag duplo de série, comandos elétricos de vidro, portas e espelhos, som com entrada USB, teto solar de lona elétrico, engate da tração 4×4 e 4×4 reduzida por acionamento de teclas e varias opções de cores bem alegres, que combinam com o estilo jovem e aventureiro do veículo.

Com preço tabelado a R$ 64.490,00 (preço do modelo 4Sun testado, com teto solar – os valores partem de R$ 60.990,00), inicialmente ficamos pensativos se vale a pena desembolsar essa quantia por um carro simpático, mas simples.

Mas é colocando o Jimny em seu habitat natural, que é a terra, que temos essa questão respondida.  O modelo tem uma relação diferente de um carro comum com seus proprietários.

“Os proprietários tem uma relação sentimental com o carro, colocam apelido, tratam como se fosse um membro da família”, comentou Luiz Rosenfeld, presidente da Suzuki do Brasil em uma conversa informal durante o almoço.

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E realmente é isso que dá para sentir. Eram mais de 300 veículos reunidos em um mesmo local, com pessoas curtindo e aproveitando o veiculo, trocando informações, conversando, se divertindo e fazendo passeios, competições e conhecendo lugares, que não se chegaria com um carro comum.

E é isso que fomos sentir ao vivo.  Acompanhado por coincidência de dois também engenheiros, e também colegas da mesma faculdade, o casal Henry e Karine, partimos para a largada do rali.

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O Henri foi de navegador e a Karine de “zequinha”, nome carinhoso dado aos passageiros que acompanham um rali.  Ambos foram bastante eficientes, e colaboraram para que não nos perdêssemos e não sofrêssemos nenhuma penalidade na prova, além da agradável companhia.

Havia chovido muito no dia anterior, por isso o percurso estava molhado, escorregadio e com muita lama.  Prato cheio para quem gosta de aventuras e emoções.  Afinal, quem quer ficar com o carro limpo, deixa na garagem.  Mas também não vive o que a natureza e os locais que passamos nos proporcionam.

O jipinho, apesar de pequeno e simpático, é bravo e valente na terra.  A tração 4×4 permite transpor obstáculos, alagados e lama com tranquilidade.

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O motor 1.3 pede o uso constante de troca de marchas.  O carro talvez merecesse um motor mais forte ou um turbo de fábrica, para que tivesse mais torque. Mas nada que comprometa o passeio.  Em contrapartida, o carro parece ser movido a ar.  Andamos 70 km de trilhas, com o 4×4 engatado, e o ponteiro do marcador quase nem saiu do lugar. Até brinquei com os organizadores que eles tinham passado cola no ponteiro… Ponto para o Jimny.

Outro ponto positivo é o conforto. Apesar de pequeno, os passageiros se acomodaram com conforto e a suspensão amortece muito bem as imperfeições do piso.  Muitas vezes ficava receoso quando via crateras enlameadas no caminho.  Pensava: “isso aqui vai sacudir até batermos a cabeça no teto”.  Mas transpusemos os obstáculos com tranquilidade, como se tivéssemos passado por um buraco na rua.

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Após passar por fazendas, ver paisagens  belas, nos divertir tentando andar no tempo certo, fomos almoçar e depois ver a cerimônia de premiação dos pilotos nas diversas categorias.

Apesar de eu já ter participado de alguns ralis de regularidade, meus navegadores sempre foram iniciantes.  Por isso sempre ficávamos lá nas últimas posições, pois nos perdíamos bastante no caminho.  Mas para minha surpresa, ficamos em uma honrosa 36a posição, entre 119 competidores da categoria.  Parabéns ao meus companheiros do Jimny número 71 e ao próprio jipe amarelinho, que nos proporcionou um dia diferente e muito agradável.

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Ficha técnica do veículo: Jimny Ficha Técnica

Mais informações em http://www.suzukiveiculos.com.br/jimny

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